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Vuca, biologia e psicanálise

Atualizado: 28 de Mar de 2019


Muito se fala do mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) e da teoria da complexidade, para explicar o contexto organizacional, reflexo de transformações mundiais, que vimos enfrentando.


Lendo recentemente um texto escrito pelo Mauricio Gazire, executivo do mercado financeiro que tem alma de artista, encontrei em sua narrativa poética, várias conexões com meus estudos sobre teorias de aprendizagem em organizações de sucesso como Google e Microsoft e, nosso mundo "vuca".


Compartilho abaixo parte desse texto e deixo um convite à reflexão e a construção de conexões que façam sentido, à você leitor.


“Se a dor de viver

Me leva a coragem

Faço uma viagem

Pro meio do mundo

Respiro bem fundo

Me viro pra dentro

Pesco o sofrimento

Que me faz morrer…”

(música Pesca Submarina, de Carlinhos Vergueiro e J. Petrolino, 1980).


“Era a começação de desconhecidas tristezas”, parafraseando Guimaraes Rosa em seu livro Corpo de Baile.


A crença de que o ser humano é dotado de livre-arbítrio e que detém o controle da história há muito vem sendo deslocada do lugar ocupado até recentemente.


Kant já dizia que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.


Em seu “O mal-estar na civilização”, Freud defende o fato de a cultura - termo que o autor iguala à civilização - produzir um mal-estar nos seres humanos, uma vez que existe uma dicotomia entre os impulsos pulsionais e a vida em sociedade.